Por MA Tristão
"Não leve a vida tão a sério, afinal você não vai sair vivo dela mesmo"!
Por anos interpretei essa frase de forma errada, por anos não entendia o que essa bendita gritava descaradamente.* Pensava eu que, não levar a vida tão a sério no sentido amplo era simplesmente aproveitar o máximo, sem limites, porque uma hora, quando menos se espera, passamos dessa pra uma melhor! Sempre fui muito responsável, fato! Não pra me gabar, "gavar o toco", não, nada disso, simplesmente fui e ainda sou, e gosto de ser assim, talvez por criação, ou por não conhecer outra forma de ser, não sei, mais sou. Só que de uns tempo pra cá tenho observado umas coisas, pra ser mais exata, pessoas. E percebi o seguinte, ninguém está satisfeito, saciado, sendo como é. Oooohhhh que grande descoberta, e dai?! E dai que funciona assim, você se relaciona com pessoas o tempo todo, você é sentimento do Yapok ao Chui. No transito, no trabalho, na igreja, em casa, na escola, nos barzinhos, nos telefonemas, nas ruas, nos sonhos. Tudo gira em torno de sentimento, pra uns bendito, pra outros maldito sentimento. E nessa de carne, osso e sentimento, você magoa pessoas, e as vezes prova do próprio veneno. Você faz amigos, e os desfaz também, coloca 1 tijolinho no céu e derruba três. E porque? Porque você queria ser paciente como fulano, bonito como sicrano, e porque não poderoso como beltrano.? Resumindo, ninguém está satisfeito sendo como é. E nessa de brincar de pique esconde de si mesmo, você deixa de viver verdadeiramente e passa a levar a vida menos a sério. O engraçado disso tudo é que não importa o quanto você esperneie, chore, pragueje. A vida segue seu rumo, e a pedrinha que você jogou no rio, não é grande o suficiente pra mudar seu rumo. E no fim você não sai vivo mesmo. Morre aos poucos, vai perdendo a fé, nas pessoas, na sorte, em si. Pra quem não assistiu o filme O Gato de Botas, é impressionante a torcida pra que ele castigue, dê o troco, no Ovo traidor, descarado. Eu mesma torci, e confesso o cadim de frustração quando ele salva o ingrato. Uma lição de vida e tanto pras crinças do cinema, uma marmelada pros adultos. E é assim que tratamos as pessoas, lá dá cá, preto no branco, na mesma moeda. Desistimos de tentar, perdoar, preferimos manter viva a lembrança da mordida pra não cair outra vez. E assim, vamos levando a vida a sério demais, sem saber que não vamos sair vivos dela mesmo.!
"E mesmo sorrindo por aí, cada um sabe a falta que o outro faz." .Renato Russo.












